Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
28 de junho de 2018, 15h07

Veículos lançam projeto para combater fake news; mídia independente é recusada

Jornalistas irão monitorar sites e redes sociais para encontrar “manipulações que possam influenciar a campanha eleitoral”, diz Folha de S. Paulo

Um grupo de 24 veículos de comunicação lançou um projeto de combate às chamadas fake news nas eleições de 2018. O “Comprova” será coordenado pelo programa “First Draft”, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. No entanto, nenhum dos veículos da mídia independente está integrado ao plano para impedir a replicação das notícias falsas no Facebook e no Whatsapp.

A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (28). Segundo o jornal, “de forma colaborativa”, os jornalistas dos veículos irão monitorar sites e redes sociais para encontrar “manipulações que possam influenciar a campanha eleitoral”. O projeto é coordenado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).  Segundo a “Folha”, a rede social de Marc Zuckerberg  e o Google ajudam o financiamento do projeto.

Fazem parte do “Comprova” o Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, a AFP, O Povo, Poder 360, Rádio Band News FM, Rádio Bandeirantes, SBT, UOL, Veja, a Band, a Band News, o canal Futura, a Gazeta do Povo, a Gazeta Online, o Jornal do Commmercio, o Metro Brasil, Nexo jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, entre outros.

Mídia independente fica de fora

O jornalista Luis Nassif, do GGN, encaminhou pedido para fazer parte do “Comprova”, mas teve a solicitação recusada pela rede formada, em maioria, por veículos da mídia comercial. “Claro que mandei o pedido já imaginando que isso fosse acontecer. É um modelo alinhado aos sites dos grandes jornais. A institucionalização da informação”, definiu Nassif.

Um dos veículos associados ao Comprova é a revista Piauí que também é responsável pela Agência Lupa. No dia 11 de junho, a agência de fact-checking fez uma notificação ao Facebook de que os veículos da mídia independente Revista Fórum, Brasil 247 e Diário do Centro do Mundo teriam publicado fake news. Usuários do Facebook receberam alertas dando conta de que a matéria sobre o terço abençoado pelo Papa Francisco e entregue a Lula pelo assessor do pontífice Juan Gabrois era falsa.

A Fórum e demais veículos receberam um aviso do Facebook que poderiam ter suas páginas removidas e o alcance reduzido se continuassem publicando notícias falsas. No entanto, a checagem da Lupa estava equivocada. O Vatican News, site no qual a agência se baseou, corrigiu a informação e Grabois escreveu uma carta reafirmando que o terço realmente havia sido enviado pelo papa.

Saiba mais>>> Censura 2.0: o caso do “terço do Papa” liga um sinal de alerta


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum