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31 de outubro de 2019, 10h22

Viúva da ditadura, Augusto Nunes sai em defesa de Bolsonaro e ataca a Globo

“Aconteceu um fiasco jornalístico ao que o presidente da República revidou com um desabafo terrível no meio da madrugada. Melhor assim”, encerrou exultante o jornalista

Foto: Reprodução

O jornalista de direita Augusto Nunes, que teria sido afastado do comando do programa Roda Viva por parcialidade, fez veemente defesa do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e promoveu ataques à Rede Globo, durante comentário da TV Record, na noite desta quarta-feira (31).

Nunes falou a respeito da matéria veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta terça-feira, que envolvia Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco (PsoL-RJ) e do motorista Anderson Gomes (veja abaixo).

O jornalista afirma que a Globo deveria ter “atravessado a quarta-feira com a mesma informação estampada na tela: ‘falso testemunho de porteiro tentou envolver Bolsonaro no assassinato de Marielle’, ponto. Só assim a emissora diminuiria as dimensões do erro cometido na véspera”, afirmou.

Nunes diz ainda que, ao constatar que Bolsonaro estava em Brasília no dia do crime, a notícia teria “perdido o sentido”, segundo ele. O jornalista ainda compara o caso ao da Rua Toneleros, ocorrido em agosto de 1954, quando Gregório Fortunato, chefe da guarda do então presidente Getúlio Vargas, teria sido o mandante do atentado contra o jornalista e político Carlos Lacerda. “Aquilo era um fato”, afirmou.

“Passados 65 anos, Bolsonaro viveu o seu dia de Getúlio, O que houve no século passado foi um drama e acabou em suicídio. Desta vez, aconteceu um fiasco jornalístico ao que o presidente da República revidou com um desabafo terrível no meio da madrugada. Melhor assim”, encerrou exultante o jornalista.

Globo recuou

Informação exclusiva do Jornal Nacional baseada em depoimento de um dos porteiros afirma que um dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco, morta em 14 de março de 2018, esteve no condomínio do presidente Jair Bolsonaro no dia do homicídio e se registrou como visitante de Bolsonaro. No entanto, o acusado teria visitado o policial militar Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos que mataram Marielle.

Um dia depois, no entanto, o Jornal Nacional recuou e se limitou a reproduzir a versão oficial do Ministério Público do Rio de Janeiro, do Ministério da Justiça e da família Bolsonaro. O caso ocupou a maior parte do telejornal nesta quarta-feira (30).

A reação exacerbada de Jair Bolsonaro, que ameaçou até mesmo romper o contrato de concessão com a Globo, fez com que o canal recuasse e apresentasse apenas a versão oficial, que desmente o envolvimento do presidente no caso Marielle. Após fazer uma retrospectiva da reportagem reproduzida na terça-feira, o JN divulgou prontamente um vídeo feito por Carlos Bolsonaro desmentindo o porteiro.

Com informações do R7

 


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