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01 de junho de 2010, 09h32

Condenação global ao massacre em alto-mar

Aumenta o protesto internacional contra o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária para Gaza. Trata-se de "terrorismo de Estado desumano", diz o primeiro-ministro da Turquia, país de origem da maioria dos ativistas

Aumenta o protesto internacional contra o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária para Gaza. Trata-se de “terrorismo de Estado desumano”, diz o primeiro-ministro da Turquia, país de origem da maioria dos ativistas Por Redação [01.06.2010 09h32] “É uma ação totalmente contrária os princípios do direito internacional, é um terrorismo de Estado desumano. Ninguém pode achar que vamos ficar calados perante isto”, declarou Recep Tayyip Erdogan no Chile, onde cancelou o resto da visita à América Latina. Também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, condenou o “banho de sangue” e pediu “explicações urgentes” a Israel. “Estou impressionado com os relatos...

Aumenta o protesto internacional contra o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária para Gaza. Trata-se de “terrorismo de Estado desumano”, diz o primeiro-ministro da Turquia, país de origem da maioria dos ativistas

Por Redação [01.06.2010 09h32]

“É uma ação totalmente contrária os princípios do direito internacional, é um terrorismo de Estado desumano. Ninguém pode achar que vamos ficar calados perante isto”, declarou Recep Tayyip Erdogan no Chile, onde cancelou o resto da visita à América Latina.

Também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, condenou o “banho de sangue” e pediu “explicações urgentes” a Israel. “Estou impressionado com os relatos sobre os mortos e feridos nos barcos enquanto levavam abastecimento a Gaza, aparentemente em águas internacionais. Condeno essa violência”, disse o secretário-geral da ONU, que reuniu de emergência o Conselho de Segurança para discutir o massacre israelita em alto mar.

Da reunião saiu um comunicado condenando os atos que resultaram na morte de civis, apelando à libertação dos civis ainda presos e à entrega da ajuda humanitária ao destino previsto, Gaza. Um porta-voz do secretário-geral da ONU afirmou ainda que “este banho de sangue podia ter sido evitado se Israel ouvisse os apelos para o fim de um bloqueio contraprodutivo e inaceitável” a Gaza.

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Nesta reunião, o repesentante turco afirmou que Israel “perdeu toda a legitimidade internacional”. Em termos simples, isto equivale a banditismo e a pirataria, ao assassínio de Estado”, acrescentou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ahmet Davutoglu.

Vários governos decidiram chamar os diplomatas israelenses para obter explicações oficiais e a Grécia cancelou a visita do comandante da Força Aérea de Israek, bem como o exercício militar conjunto previsto para Creta.

Os representantes dos países da UE aprovaram também uma condenação comum do massacre. “A União Europeia condena o uso da violência que provocou um grande número de vítimas entre os membros da frota e pede uma investigação imediata, completa e imparcial sobre esses fatos e suas circunstâncias”, diz o texto comum.

Israel tem mantido em segredo o número de vítimas mortais e de feridos. Um canal de televisão israelense divulgou a existência de 19 mortes e dezenas de feridos, enquanto a imprensa internacional em geral fala em pelo menos dez vítimas mortais. Segundo o diário inglês Guardian, aos ativistas ainda detidos está sendo proposta a deportação imediata para o país de origem ou, em alternativa, o julgamento em Israel.

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou o ataque com o argumento de “legítima defesa” e o exército divulgou dois vídeos onde se vê o assalto militar a um dos barcos e as “armas” na posse ativistas: berlindes, fisgas e cabos de vassoura.

Foto Christian González García/Flickr. Por Esquerda.net.

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