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15 de outubro de 2018, 08h45

Confundida com travesti, empresária é agredida em Manaus: “escória da humanidade”

"Não sei se dói mais no meu físico do que no meu psicológico por ter amigos gays, que passam por isso sempre", diz a empresária Sandy Salum.

Reprodução/Youtube
Confundida com travesti na saída de uma festa em Manaus (AM), na quinta-feira (11), a empresária Sandy Morais Salum, qua ajudava uma amiga de salto alto a sair do local, foi chamada de “escória da humanidade”. Em vídeo na sua página no Facebook, ela conta que foi tirar satisfações com o homem e foi violentamente agredida. “Esse indivíduo passou e puxou o cabelo de minha amiga. Ela disse ‘ai, me deixa’. Eu disse, ‘ei, deixa ela’. Só que, pelo fato de eu ter a voz grossa, ele já falou ‘o que que é, sua travesti? sua escória da humanidade, puta’....

Confundida com travesti na saída de uma festa em Manaus (AM), na quinta-feira (11), a empresária Sandy Morais Salum, qua ajudava uma amiga de salto alto a sair do local, foi chamada de “escória da humanidade”. Em vídeo na sua página no Facebook, ela conta que foi tirar satisfações com o homem e foi violentamente agredida.

“Esse indivíduo passou e puxou o cabelo de minha amiga. Ela disse ‘ai, me deixa’. Eu disse, ‘ei, deixa ela’. Só que, pelo fato de eu ter a voz grossa, ele já falou ‘o que que é, sua travesti? sua escória da humanidade, puta’. Ele veio pra cima e me empurrou. Saiu correndo e entrou no taxi. Eu fui atrás dele, entrei no taxi e falei ‘agora tu me chama de travesti de novo. Você vai aprender a me respeitar”, disse ela.

A cena final foi gravada por uma pessoa que dizia se tratar de briga de “marido e mulher”. O vídeo com a agressão está circulando nas redes sociais. “Não sei se dói mais no meu físico do que no meu psicológico por ter amigos gays, que passam por isso sempre”, diz Sandy.

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Nesta segunda-feira (15), a empresária voltou ao Facebook para agradecer o apoio que vem recebendo. ”

“O mundo tá de cabeça pra baixo! Não me vitimizei, não me considero minoria por ser negra, mulher, por ser mãe solteira. Por ter sofrido preconceitos, violência doméstica e até abusos. Eu luto todo dia! Por que não é esse mundo que quero para meus filhos! A ferida da alma também vai curar. Não será o desamor que apagará o que tenho de bom pra dar!”, declarou.

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