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10 de junho de 2019, 17h55

Conselho Federal da OAB vai recomendar a Moro que se afaste de suas funções

O intuito da medida é facilitar que haja uma “apuração independente”, por parte da Polícia Federal, do vazamento de troca de mensagens entre o ex-juiz e Deltan Dallagnol

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Depois do escândalo da Vaza Jato, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu, na tarde desta segunda-feira (10), que vai encaminhar ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, uma recomendação para que ele se afaste de suas funções, de acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo. O intuito da medida é facilitar que haja uma “apuração independente”, por parte da Polícia Federal, do vazamento de troca de mensagens, publicadas pelo The Intercept Brasil, entre o ex-juiz e o procurador da força tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o...

Depois do escândalo da Vaza Jato, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu, na tarde desta segunda-feira (10), que vai encaminhar ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, uma recomendação para que ele se afaste de suas funções, de acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo.

O intuito da medida é facilitar que haja uma “apuração independente”, por parte da Polícia Federal, do vazamento de troca de mensagens, publicadas pelo The Intercept Brasil, entre o ex-juiz e o procurador da força tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol.

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Vejam abaixo a íntegra da nota:

“O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifesta perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido “hackeadas”, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito.

É preciso, antes de tudo, prudência! A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor.

Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita.

A independência e imparcialidade do Poder Judiciário sempre foram valores defendidos e perseguidos por esta instituição, que, de igual modo, zela pela liberdade de imprensa e sua prerrogativa Constitucional de sigilo da fonte, tudo como forma de garantir a solidez dos pilares democráticos da República.

A Ordem dos Advogados do Brasil, que tem em seu histórico a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático e do regular funcionamento das instituições, não se furtará em tomar todas as medidas cabíveis para o regular esclarecimento dos fatos, especialmente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reafirmando, por fim, sua confiança nas instituições públicas”.

Veja também:  Editor do Intercept diz que Fux, Fachin e Barroso precisam provar que não são capachos da Lava Jato

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