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14 de novembro de 2018, 13h07

Continuação do filme sobre Lava Jato pode captar até R$ 13,7 milhões em lei de incentivo

Quando realizou o primeiro, o diretor disse: "Usar dinheiro público para falar mal do uso de dinheiro público nos deixaria presos e alvo de críticas"

Foto: Divulgação
Ao invés do primeiro, que os produtores abriram mão das leis de inventivo, a continuação do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que conta a história da operação Lava Jato, foi autorizada a captar R$ 13,7 milhões por meio da Lei do Audiovisual. O diretor do filme, Marcelo Antunez, disse na época ser favorável às leis de incentivo, mas queria evitar conflito de interesses. “Usar dinheiro público para falar mal do uso de dinheiro público nos deixaria presos e alvo de críticas”, disse ele na ocasião. Ao UOL, o produtor do longa, Tomislav Blazic, adiantou que, desta vez,...

Ao invés do primeiro, que os produtores abriram mão das leis de inventivo, a continuação do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que conta a história da operação Lava Jato, foi autorizada a captar R$ 13,7 milhões por meio da Lei do Audiovisual.

O diretor do filme, Marcelo Antunez, disse na época ser favorável às leis de incentivo, mas queria evitar conflito de interesses. “Usar dinheiro público para falar mal do uso de dinheiro público nos deixaria presos e alvo de críticas”, disse ele na ocasião.

Ao UOL, o produtor do longa, Tomislav Blazic, adiantou que, desta vez, não vai desistir de financiar o filme usando a Lei do Audiovisual. “E digo mais: já captamos boa parte deste valor [dos R$ 13,7 milhões], porém não posso divulgar os nomes das empresas ainda. Falta assinar os contratos”, afirmou. Vale lembrar que, por ser dinheiro público, os nomes dos patrocinadores obrigatoriamente terão que ser revelados antes do lançamento.

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Dentre os fatos encenados na continuação estarão o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, a prisão do ex-presidente Lula, além de acompanhar as investigações e prisões do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A morte do Ministro do Supremo Teori Zavascki e a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer também serão mostradas, além das acusações contra o senador Aécio Neves.

“Quando o Lula foi preso, nós estávamos na porta da Polícia Federal, em Curitiba, e gravamos, do lado de fora, a chegada do ex-presidente. Possivelmente usaremos essas cenas no final do filme”, adiantou Tomislav Blazic.

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