CORONAVÍRUS

Pandemia: médico infectologista explica a origem da Ômicron XE, que já circula no Brasil

Atualmente há um surto da recombinação da variante Ômicron no Reino Unido; OMS declarou que ainda é cedo para saber se é ela é mais grave e transmissível do que as outras cepas

Pandemia: médico infectologista explica a origem da Ômicron XE, que já circula no Brasil.
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Na manhã desta sexta-feira (8) o youtuber Felipe Neto, que está de férias em Londres, revelou por meio de suas redes que está com suspeita de Covid e que o seu quadro de saúde piorou muito, tendo calafrios e febre de 39º. Neto chegou inclusive a pedir para os seus seguidores que torçam por ele, pois, está “muito mal”. 

Atualmente, o Reino Unido vive um surto da Ômicorn XE, uma recombinação da Ômicron BA.1 e BA.2. A Organização Mundial da Saúde declarou que ainda é muito cedo para afirmar se a recombinação da Ômicron é mais agressiva e transmissível do que as outras e que aguarda mais informações. O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (7) o primeiro caso da Ômicron XE. 

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia desta sexta-feira (7), o médico infectologista Marcos Caseiro explicou como acontece a recombinação do coronavírus e se a Ômicron XE é mais perigosa do que as outras cepas. 

“O que está acontecendo neste momento é aquilo que é inevitável: esse vírus, além de sofrer mutação, ele tem um material genético que é o RNA e ele pode fazer uma coisa mais temerosa ainda: ele pode se recombinar. O que significar isso? O indivíduo pode se reinfectar com uma cepa, por exemplo, a Ômicron BA.1 e se infectar ao mesmo tempo com a BA.2. O vírus é um parasita intracelular, quando ele entra dentro de uma célula ele acabando pegando no processo replicativo uma parte de um vírus e outra parte de outro, então, ele é vírus híbrido”, explica Caseiro. 

Na mesma linha do comunicado da OMS, Caseiro afirma que, em princípio, a Ômicron XE não deve gerar grandes implicações, mas faz um alerta. “Nós tivemos aquela Deltacron, que era a mistura da Delta com a ômicron, e essa (Ômicron XE) entre as duas Ômicrons e isso se chama recombinação. A princípio isso não tem grandes implicações, é dependendo da localidade onde ele se recombina. Mas o importante e: se está acontecendo cepas mutantes e recombinação, isso indica que a doença está circulando com grande intensidade”. 

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o médico Marcos Caseiro, que está todas as sextas-feiras no Fórum Onze e Meia para tirar dúvidas sobre o coronavírus e outras questões relacionadas à saúde.