“A Precisa é a empresa queridinha do governo”, diz Humberto Costa

O senador lembrou que a Precisa pertence ao grupo Global Gestão em Saúde, que já tinha sido responsável por dar “um golpe” no país

O senador Humberto Costa (PT-PE), durante pronunciamento na CPI do Genocídio, nesta sexta-feira (25), fez um alerta aos demais integrantes da comissão. Em sua avaliação, a prioridade deve ser investigar a Precisa Medicamentos, empresa que fechou contrato de venda da vacina indiana Covaxin.

“Temos uma empresa VIP. A Precisa é a empresa queridinha do governo”, disse Costa. “A Precisa precisa depor aqui na comissão”, afirmou, fazendo um jogo de palavras.

O senador classificou a Precisa como “uma empresa bandida”. Ele lembrou que ela pertence ao grupo Global Gestão em Saúde, que já tinha sido responsável por dar “um golpe” no país.

“O Ministério da Saúde gastou R$ 19 milhões com a Precisa em medicamentos para doenças raras e ela não entregou. Com isso, 14 pessoas morreram. O Ministério da Saúde usou novamente uma empresa que roubou dinheiro do SUS”, destacou Costa.

Convocação

O senador informou, ainda, que já preparou um requerimento solicitando que a fiscal do contrato de compra da Covaxin, a funcionária do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira, nomeada pelo ex-ministro Ricardo Barros, seja chamada a depor na CPI.

Costa quer saber por que ela autorizou a continuidade do processo de importação da vacina, mesmo com as irregularidades encontradas pelo servidor da pasta, Luis Ricardo Miranda.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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