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10 de abril de 2020, 09h09

Alienação de Brasília com a realidade do país gera fome, diz apresentadora da GloboNews no Twitter

Aline Midlej fez uma crítica aos pré-requisitos do auxílio, que exige CPF e internet para realização de cadastro

Reprodução/Twitter

A apresentadora da GloboNews, Aline Midlej, foi às redes sociais na manhã desta sexta-feira (10) para criticar a forma como está sendo implementado o auxílio emergencial do governo durante a pandemia do coronavírus. Para a jornalista, Brasília ignora as condições de vida da população que necessita do auxílio, tornando sua solicitação inviável em muitos casos e, com isso, agravando o cenário de fome dessas famílias.

“Sem CPF, você não existe. Está na lei, foi escrita, pensada, para o auxílio emergencial, de sobrevivência. A alienação de Brasília com a realidade do país, agora, gera fome. Se você tiver internet… Talvez haja esperança. Tenta aí”, escreveu a jornalista, em crítica irônica ao fato de que, para acessar o auxílio, é necessário ter acesso à internet e CPF regularizado.

As condições de acesso não condizem com o público-alvo do auxílio. A verba é destinada, principalmente, ao trabalhador autônomo, informal e que não recebe outros benefícios do governo, com exceção do Bolsa Família. A renda também deve ser baixa, de até meio salário mínimo (R$ 522,50) por pessoa ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

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