Após minimizar mortes por coronavírus, dono da Madero diz que foi "mal interpretado"

Junior Durski chegou a pedir desculpas pela declaração de que "o Brasil não pode parar por conta de 5 ou 7 mil pessoas que morrerão", mas segue criticando as medidas restritivas para conter a pandemia

Reprodução/Instagram
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O dono do restaurante Madero, Junior Durski, gravou um novo vídeo nesta terça-feira (24) em que pede desculpas pela declaração polêmica dada na segunda-feira (23) e em que afirma que foi mal interpretado.

“Me desculpem se alguém me interpretou mal. Nunca vou menosprezar uma vida sequer. [...] Vou fazer de tudo para ajudar todas as pessoas e vou sempre apoiar todas as ações, mas não podemos ser desproporcionais e não podemos não pensar nas consequências econômicas", disse Durski.

Na segunda-feira (23), o empresário foi alvo de críticas após minimizar as mortes causadas pelo coronavírus. Ele chegou a afirmar que "o Brasil não pode parar por conta de 5 ou 7 mil pessoas que morrerão", criticando medidas restritivas como o fechamento de comércios.

No novo vídeo, apesar de pedir desculpas, Durski seguiu criticando a quarentena, apontada como melhor método para diminuir o índice de contágio da doença. Para justificar, ele inverteu a narrativa e passou a afirmar que o pobre sairá mais prejudicado.

“Em Curitiba, fechou um hospital de otorrinolaringologia porque diz que não é essencial para as pessoas. Se alguém tiver uma inflamação na garganta vai ter problemas. [...] Não faz sentido fechar feiras públicas de frutas e verduras. [...] As pessoas que podem comer têm que comprar no supermercado e não na feira, mas o supermercado tem muito mais gente do que na feira. No supermercado não é arejado, na feira é arejada, estaria muito mais seguro. [...] E não pensaram nos feirantes. São milhares de pessoas que quebraram porque fecharam”, afirmou, apesar do fato de que as feiras e hospitais são considerados serviços essenciais e, portanto, não podem fechar.

“Esse isolamento é muito bom, mas é bom para os ricos. Não estou falando mal de ricos, eu também sou, mas, minha mãe de 82 anos está completamente segura, sozinha no apartamento dela, mas e as outras pessoas que não têm, que estão na favela? [...] Como vão ficar essas pessoas? Vão ficar aqui dentro no conforto do lar, das casas?”, completou o dono do Madero.

Assista.

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