Brasil ultrapassa as 157 mil mortes por coronavírus

Nas últimas 24h, foram registrados 13.493 novos casos confirmados de Covid-19; no sábado (24), Bolsonaro fez piada com vacinação

Novo balanço sobre o coronavírus no Brasil, divulgado pelo Ministério da Saúde na noite desta quarta-feira (25), aponta que o país registrou, nas últimas 24 horas, 231 novas mortes causadas pela Covid-19, o que totaliza, desde o início da pandemia, 157.134 óbitos.

De ontem para hoje, o Ministério da Saúde contabilizou 13.493 novos casos confirmados de pessoas infectadas. Desde o início da crise sanitária no Brasil, 5.394.128 de pessoas já tiveram contato com o vírus.

Piada com pandemia e vacinação

Se no começo da pandemia Jair Bolsonaro dizia que o coronavírus é uma “gripezinha”, agora, após mais de 157 mil mortes causadas pela doença no Brasil, o presidente diz que vacinação obrigatória é coisa de cachorro.

Pelas redes sociais, o capitão da reserva decidiu, neste sábado (24), fazer piada com vacina, principal esperança para cessar as milhões de mortes em todo o mundo. “Vacina obrigatória só aqui no Faísca”, escreveu o presidente, junto a uma foto em que aparece sorridente com um cão.

Bolsonaro tem afirmado e reafirmado que a vacinação contra a Covid-19, no Brasil, não será obrigatória, polarizando com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que já anunciou a obrigatoriedade da imunização no estado quando a vacina que vem sendo desenvolvida junto ao Instituto Butantan ficar pronta e for autorizada por autoridades sanitárias.

Especialistas apontam que a não obrigatoriedade da vacina pode prejudicar a efetividade de um programa de vacinação, já que as transmissões do coronavírus devem continuar ocorrendo caso a maioria da população não seja vacinada.

As declarações de Bolsonaro no sentido de não obrigar ninguém a se vacinar têm feito teorias conspiratórias de grupos antivacina, comuns entre os adeptos da extrema-direita, ganharem holofotes.

Nesta sexta-feira (23), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que decisões polêmicas relacionadas às vacinas devem passar pelo Judiciário. “Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, que é essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse o magistrado durante participação em um evento online da Aliança de Advocacia Empresarial.

Já há uma ação – parada – no STF que questiona se pais pode obrigar seus filhos menores a serem vacinados. Na última terça-feira (20), os deputados federais Carla Zambelli e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, ambos do PSL-SP, protocolaram projeto para revogar lei que previa vacinação compulsória contra a Covid-19, assinada em fevereiro deste ano pelo próprio Bolsonaro, que agora se diz contra a obrigação.

A lei 13.979,/2020, sancionada pelo presidente, estabelece que “para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, poderão ser adotadas” medidas como determinação de realização compulsória de “vacinação e outras medidas profiláticas”.

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Ivan Longo

Jornalista e repórter especial da Revista Fórum.