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11 de maio de 2020, 19h17

Carreata da morte: caminhoneiros fecham a avenida Paulista, em São Paulo, em ato contra a quarentena

Bolsonaristas seguem pregando contra as medidas de isolamento na região que mais concentra hospitais em São Paulo

Foto: Reprodução/ Twitter

Um grupo de caminhoneiros fechou a avenida Paulista, em São Paulo (SP), em uma manifestação contra o isolamento social e a favor do presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (11). Os manifestantes criticaram diretamente o governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito da cidade, Bruno Covas.

Os caminhoneiros estacionaram seus veículos e bloquearem cerca de três quadras da avenida que é uma das mais famosas da capital paulista. A região é a que concentra o maior número de hospitais da cidade.

Eles pediam pelo “isolamento vertical”, defendido pelo presidente, e atacavam principalmente o governador. Segundo o Uol, havia vários adesivos com os dizeres “Fora Doria” e até um caixão com as fotos do prefeito e do governador.

https://twitter.com/leandroruschel/status/1259941057070018562?s=20

Os manifestantes ignoraram os pedidos da Polícia Militar para dispersar a aglomeração, dizendo que seguir as ordens da PM seria obedecer o governador. A dispersão ocorreu apenas após um policia entrar com discurso de parcimônia e ser acompanhado por um dos caminhoneiros.
O principal pedido dos manifestantes era pela renuncia de Doria. Em vídeo divulgado na internet, alguns caminhoneiros sugerem que o PSDB, junto à rede Globo e ao ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, estaria planejando derrubar o presidente eleito. Eles diziam decretar a “desobediência civil” em prol do fim do mandato do governador.

Em nota, a Secretaria de Logística e Transporte do Estado de São Paulo reforçou a necessidade do isolamento social e criticou a ação dos caminhoneiros, além de afirmar que medidas para ajudar os trabalhadores nesse período estavam sendo tomadas.

“O diálogo tem sido permanente e diversas medidas já foram anunciadas em respeito aos caminhoneiros, que exercem um trabalho fundamental ao país. Contudo, a Secretaria lamenta que a manifestação seja contra o isolamento social em um momento em que o novo coronavírus já matou 3.743 pessoas no estado”, diz a nota.


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