Contra a Covid, Rio fecha escolas e deixa comércio e shoppings abrirem 24h por dia

Ampliação de horário, segundo prefeito da cidade, Marcelo Crivella, é para evitar aglomerações nas compras de fim de ano; comitê científico pediu fechamento de praias

A partir de segunda-feira (7), as escolas municipais do Rio de Janeiro voltarão a ser fechadas para tentar diminuir o número de casos de Covid-19 na cidade e a transmissão do novo coronavírus.

No mesmo evento em que anunciaram o fechamento das escolas, nesta sexta-feira (4), a Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo daquele estado divulgaram que já nesta semana os shoppings e centros comerciais no estado funcionarão durante 24 horas por dia.

As duas medidas visam a combater o avanço da doença. No anúncio, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), explicou que o horário estendido de shoppings foi estabelecido para “evitar aglomerações de consumidores durante as compras de fim de ano”.

A cidade do Rio está passando por um novo agravamento da pandemia, com alta de casos e mesmo óbitos pela Covid-19. Além disso, os leitos públicos disponíveis para tratar a doença estão ficando escassos. Segundo a Prefeitura do Rio, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 na rede SUS no município era de 92% nesta quinta-feira (3), último dado divulgado. Já a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria na mesma data era de 85%.

Nesta semana, o Grupo de Trabalho Multidisciplinar para o Enfrentamento da Covid-19 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pediu o fechamento de praias, a suspensão de eventos e a limitação do horário de funcionamento de estabelecimentos. Mas o fechamento de praias não foi determinado.

Crivella considera que o novo aumento de casos está relacionado às campanhas eleitorais e à aglomeração de pessoas nas praias nos fins de semana. Ele pediu que a população não deixe de usar máscara, observar distanciamento social e higienizar as mãos constantemente.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.