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17 de julho de 2020, 14h39

Coordenador da Fiocruz rebate Eduardo Pazuello: “Não há base científica para a cloroquina”

Cláudio Maierovitch criticou a orientação do Ministério da Saúde sobre o tratamento precoce com a substância

General Eduardo Pazuello (Anderson Riedel/PR)

O pesquisador Cláudio Maierovitch, coordenador do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância da Fiocruz de Brasília, criticou nesta sexta-feira o uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus um dia depois de ser revelado que o Ministério da Saúde pressionou a instituição para alterar o protocolo da Covid-19.

Leia também: Pesquisador da Fiocruz aponta que “má gestão” da pandemia fez mortes aumentarem

“A Fiocruz orienta profissionais, ela afirma que não há base científica para a cloroquina, pelo contrário, há evidências de que não deve ser utilizada. Mas, se recebe comunicado do Ministério da Saúde, não pode deixar de informar seus profissionais”, disse o pesquisador em entrevista à GloboNews.

“Internamente, é conhecido [na Fiocruz] que [a cloroquina] não tem eficácia”, completou.

No dia 29 de junho, o Ministério da Saúde, comandado pelo interino general Eduardo Pazuello, enviou um ofício à entidade cobrando o uso da droga no “tratamento precoce, ao início dos sintomas de pacientes com diagnóstico clínico” da Covid-19.

De acordo com o ofício do Ministério da Saúde, o uso precoce do medicamento busca “reduzir o número de casos que cheguem a necessitar de internação hospitalar para tratamento de síndromes de pior prognóstico”. Não há, no entanto, comprovação científica sobre isso.

Com informações do Uol

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