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23 de março de 2020, 16h26

Coronavírus: Bolsonaristas tentam culpar Lula por colapso no sistema de saúde

Na quinta, Lula defendeu o investimento público contra a crise do novo coronavírus e disse que “depois que salvar o povo a gente discute como salvar a economia”

Reprodução/Facebook

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro ainda minimiza a crise do novo coronavírus, seu exército virtual já trabalha para incriminar adversários pelo possível colapso que deve afetar o sistema de saúde brasileiro em razão da pandemia.

A deputada federal Bia Kicis (PSL-SP) fez uma publicação na tarde desta segunda-feira (23) resgatando uma frase dita pelo ex-presidente Lula em meados de 2013 em que ele defende a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.

“Lula defendendo a construção de estádios ao invés de hospitais. Grande estadista E a mídia caladinha, grande parte dos políticos também”, escreveu a parlamentar ao compartilhar vídeo sem citar a data.

Na ocasião, o ex-presidente respondia sobre os questionamentos de que os investimentos que seriam feitos para a construção de estádios retirariam aportes financeiros para o setor da saúde.

“Tem gente que acha que não deve ter Copa do Mundo? Ótimo. Tem gente que acha que tem. E isso aconteceu no mundo inteiro. Precisamos fazer disso um orgulho para o nosso país. Agora tem gente que diz que não pode ter Olimpíada porque ‘não tem hospital’. Olha, sinceramente, eu acho isso um retrocesso enorme. Nós estamos jogando fora a oportunidade de fazer de uma coisa boa, uma coisa boa”, disse Lula.

Além de Kicis, outras figuras ligadas ao bolsonarismo também voltaram sua artilharia contra o ex-presidente. O comentarista Augusto Nunes, durante programa na Rádio Jovem Pan, também citou a Copa do Mundo e as Olimpíadas ao comentar sobre o novo coronavírus.

Na quinta-feira, o ex-presidente deu uma declaração que ganhou grande repercussão e parece ter incomodado o bolsonarismo. “Gaste o quanto for necessário gastar, porque depois que salvar o povo a gente vai discutir como salvar a economia”, afirmou.

Sistema de saúde

Apesar dos ataques, o próprio ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Henrique Mandetta, reconhece que o sistema de saúde brasileiro consegue enfrentar o novo coronavírus, apesar da previsão de um colapso no final de abril. Para evitar isso, o próprio ministro defende maiores restrições de circulação.

Durante os governos Lula e Dilma, os repasses para o Ministério da Saúde saltaram 195%, e o recurso per capita quase dobrou – subindo de R$ 244,80 em 2003 para R$ 413,00 em 2013.

Além disso, um dos pontos importante para o combate ao novo coronavírus é a descentralização do atendimento médico, para evitar uam grande proliferação no sistema de saúde. Os programas Saúde da Família e as Unidades de Pronto Atendimento – criados ou incentivados nacionalmente nos governos petistas – se destacam nesse ponto.

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