Coronavírus: DF declara estado de calamidade pública e Goiás decreta lockdown de 14 dias

No último dia 22, Bolsonaro voltou a defender a reabertura do comércio e disse que "talvez tenha havido um pouco de exagero" na maneira como a pandemia foi tratada

O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) declarou estado de calamidade pública no Distrito Federal em decorrência do avanço da covid-19. A medida foi publicada nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial.

Estado de calamidade pública é decretado quando o estado ou município corre o risco de não conseguir dar conta de uma crise.

Para o estado de calamidade pública entrar em vigor é necessário o reconhecimento da União. A partir disto, o Distrito Federal poderá contar com liberação de recursos da União e prorrogar o pagamento de empréstimos feitos junto ao governo federal, entre outras medidas.

O decreto assinado por Ibaneis Rocha ainda estabelece que o estado de calamidade pública irá durar enquanto os efeitos da pandemia persistirem.

Lockdown em Goiás

Ao mesmo tempo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), decretou lockdown de 14 dias no estado por causa da pandemia. Trata-se de uma medida em que autoridades impõem um isolamento social, com regras mais rígidas, exceto para serviços considerados essenciais. Um eventual descumprimento pode implicar em multa ou toque de recolher. 

De acordo com o site disponibilizado pelo governo federal para atualizações das estatísticas da Covid-19, Goiás tem 21.984 confirmações e 435 mortes provocadas pela doença. 

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking global em número de casos (1,3 milhão) e mortes (57,6 mil) por conta do coronavírus. O País está atrás apenas dos Estados Unidos, com 2,6 milhões de confirmações e 128 mil óbitos, conforme a plataforma Worldometers, que divulgados estatísticas sobre a doença em nível mundial.

Desde o dia 31 de maio, quando se tornou o País onde o coronavírus mais cresce, o Brasil lidera o ranking global de novos registros de infectados e de lá pra cá foram constatados em média 31,1 mil novos casos, seguido pelos Estados Unidos (28,3 mil) e pela Índia, em terceiro lugar, 13,8 mil.

No último dia 22, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) voltou a defender a reabertura do comércio e disse que “talvez tenha havido um pouco de exagero” na maneira como a pandemia foi tratada. Também disse que a Organização Mundial de Saúde (OMS) cometeu equívocos.

Com informações do UOL e do Brasil 247

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