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25 de maio de 2020, 07h14

Coronavírus: Novo centro da pandemia, Brasil tem cinco estados à beira do colapso

Apenas um em cada três pacientes graves com Covid-19 sobrevive no país. Mortalidade é considerada alta em comparação com dados internacionais

Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus - Foto: Alex Pazuello/Semcom Manaus/Fotos Públicas

Com o avanço no número de mortes e pessoas infectadas, atingido marcas surpreendentes na última semana, o Brasil já soma cinco estados à beira do colapso por conta do coronavírus.

Na última quinta-feira (21), o país registrou 1.188 óbitos em apenas 24 horas, ultrapassando 22 mil mortes pela doença desde o início da pandemia. Número fez com que o Brasil saltasse para o segundo lugar no ranking mundial dos países mais afetados pela pandemia, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Levantamento feito pelo jornal Estado de S.Paulo mostra que os estados onde a doença mais avança, mas que governadores fazem o possível para evitar o colapso, são: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará e Amazonas.

A região metropolitana de São Paulo, por exemplo, já tem 13 hospitais lotados e que não recebem mais pacientes. A taxa de ocupação dos leitos em UTIs está em torno de 91%. O avanço de casos no interior também tem preocupado as autoridades de saúde, já que 500 dos 645 municípios do Estado registraram casos de Covid-19.

No Amazonas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a taxa de ocupação da UTI é de 87%. O governo do estado, no entanto, tem apostado no aumentou de leitos e respiradores: são 1.138 para Covid-19 na rede estadual, sendo 816 leitos clínicos, 243 de Unidade de Terapia Intensiva e 79 de Sala Vermelha.

Outro exemplo de estado que se aproxima do colapso é o Rio de Janeiro. Cinco hospitais de campanha prometidos pelo governador Wilson Witzel (PSC) estão atrasados. O Maracanã foi inaugurado, mas funciona com problemas. 

Ainda de acordo com o Estado de S.Paulo, apenas um em cada três pacientes graves de coronavírus que são entubados nas UTIs se recupera da doença. A mortalidade entre os doentes graves é de 66%, número alto em comparação com dados internacionais.

Em pronunciamento na última sexta-feira (22), o diretor do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a América do Sul se tornou o novo epicentro da pandemia de Covid-19 e que o país que mais causa preocupação é o Brasil.

“De certa forma, a América do Sul se tornou um novo epicentro para a doença, vimos muitos países sul-americanos com aumento do número de casos, e claramente há preocupação em muitos desses países, mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento”, declarou Ryan.


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