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09 de abril de 2020, 18h29

Diretor do Albert Einstein critica pressão pelo uso da cloroquina e diz que medicina não pode ser BBB

Luiz Rizzo reafirmou que a substância só tem sido utilizada no hospital em pacientes de Covid-19 que apresentam estado grave

Rovena Rosa/Agência Brasil

Luiz Rizzo, diretor do Hospital Albert Einstein, disse nesta quinta-feira (9) que os médicos tem sofrido pressão de pacientes e familiares para realizar o tratamento do novo coronavírus com a hidroxicloroquina. Ele ressalta que o hospital só usa a substância em pacientes graves.

“Estamos na época da medicina BBB, feita por votação. Medicina e pesquisa de rede social. Você não consegue mais não dar cloroquina para um paciente meio grave. A família pressiona e, se você não der, no dia seguinte você não é mais o médico”, afirmou o médico à jornalista Cláudia Collucci, da Folha de S. Paulo.

Segundo Rizzo, não há uma “protocolo” no hospital que estimule o uso da substância em pacientes com quadro leve – ao contrário do que dizem médicos bolsonaristas – e reafirma que a cloroquina só é recomendada no Einstein em pessoas em estado grave.

“Nenhuma dessas pessoas [Nise Yamaguchi e Paolo Zanotto] que está falando de protocolo do Einstein participa de protocolo nosso. Nem de Covid nem de nenhum dos 711 projetos de pesquisa no hospital. Uma coisa é ser médico no Einstein; outra coisa é ser médico do Einstein”, rebateu,

O diretor diz ainda que 70% dos 30 pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão fazendo uso da cloroquina isolada ou associada ao antibiótico azitromicina.

Com informações da Folha de S. Paulo


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