terça-feira, 20 out 2020
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Em meio à crise, Bolsonaro gasta R$ 4,8 milhões na propaganda “o Brasil não pode parar”

O governo de Jair Bolsonaro vai gastar R$ 4,8 milhões para produzir uma campanha pelo fim do isolamento horizontal durante a epidemia do coronavírus e a favor do isolamento vertical. Com isso, governo pretende deixar em confinamento apenas pessoas que estão enquadradas no grupo de risco do coronavírus, como idosos.

De acordo com a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, a campanha foi classificada com emergencial e, por esta razão, realizada sem licitação. O conteúdo está sendo produzido pela agência iComunicação.

Ainda de acordo com a coluna, quem “bateu o martelo” da contratação da campanha foi o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), no lugar do secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, que está com coronavírus.

O governo deverá colocar a campanha no ar já neste sábado (28). Trata-se de um vídeo que, mesmo ainda não finalizado, já foi distribuído entre bolsonaristas nas redes sociais e no WhatsApp.

No vídeo, o narrador cita diversas profissões e diz que o Brasil não funciona sem elas. “Para os pacientes das mais diversas doenças e os heroicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil não pode parar”, diz.

Redes sociais

Antes mesmo da estreia do vídeo, Bolsonaro já havia adiantado a campanha nas contas oficiais do governo. Em postagem feita na noite de quarta-feira (25) na página oficial “Governo do Brasil”, no Instagram, a campanha “O Brasil não pode parar” já aparece e com trechos do discurso de Jair Bolsonaro feito em cadeia nacional nesta semana.

Na mensagem, a Secretaria de Comunicação argumenta que a maior parte das mortes causadas pelo coronavírus são de idosos, ignorando o fato de que os mais jovens podem, muitas vezes, não apresentarem sintomas, e por isso o isolamento é recomendado para todos, e não somente para os grupos de risco.

Redação
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