Em São Paulo, negros têm 62% mais chance de morrer por coronavírus do que brancos

Taxa de mortalidade entre pretos e pardos, que moram em bairros periféricos da capital, é maior que a de brancos

Uma pesquisa de cientistas do Observatório Covid-19, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, revelou que a população negra da capital paulista tem uma chance 62% maior de morrer por coronavírus do que a população branca. Pardos têm um risco 23% maior.

Os dados levam em conta óbitos que aconteceram na cidade até o dia 17 de abril. A classificação segue o padrão de raça/cor definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Peguei o número de toda a população de São Paulo por faixa etária, o número de óbitos por Covid-19, o número dos residentes por município. Aí, no final, calculamos a taxa de mortalidade ajustada por idade, uma forma de comparar levando em consideração a estrutura toda”, explica Karina Ribeiro, epidemiologista da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e autora do estudo.

Em números absolutos, há mais mortes de pacientes brancos. Contudo, o grupo de cientistas leva em consideração as características do vírus, a pirâmide etária de cada raça/cor na cidade, entre outros fatores, para apontar o real risco de vida para o grupo racial.

Em São Paulo, os óbitos se concentram na periferia da cidade, onde a maioria dos moradores é preta e parda. Brasilândia, na Zona Norte, é o distrito que concentra o maior número de casos, com um crescimento de quase 40% de mortos em uma semana. Por grupo de 100 mil habitantes, o distrito registra 28,7 mortes.

Com informações do G1.

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