Estudo em Israel sugere que vacina da Pfizer diminui infecção pelo novo coronavírus

Laboratório ofereceu 70 milhões de doses ao governo brasileiro em setembro, mas ficou sem resposta

Um estudo que está sendo conduzido em Israel sugere que a vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech é capaz de impedir que os imunizados sejam infectados pelo novo coronavírus. Se os resultados se confirmarem, será a primeira indicação de que a imunização vai reduzir a transmissão do Sars-CoV-2. A informação foi divulgada pela Bloomberg neste domingo (21).

Os imunizantes que estão atualmente sendo aplicados no mundo têm resultados positivos em relação a prevenir que as pessoas vacinadas desenvolvam formas graves da doença. Isso já contribui com a queda de mortalidade e de internações devido à Covid-19. Mas ainda não há evidências de que eles impeçam a infecção.

Segundo a reportagem da Bloomberg, a vacina da Pfizer foi 89,4% eficaz na prevenção de infecções confirmadas por laboratório. O resultado constaria de um rascunho postado no Twitter e confirmado por uma pessoa que sabe dados do trabalho. As farmacêuticas e o Ministério da Saúde de Israel trabalharam juntos na análise preliminar, que ainda não foi revisada por pares. A Pfizer disse que não comentaria resultados ainda não publicados.

Israel começou a vacinação no 20 de dezembro do ano passado. O país tem a maior porcentagem da população já vacinada no mundo.

O imunizante já poderia estar sendo aplicado no Brasil. Em setembro, a farmacêutica ofereceu 70 milhões de doses do produto ao governo brasileiro. A oferta incluía entregas já a partir de dezembro.

Mas o governo Bolsonaro, por seu Ministério da Saúde, comandado pelo general da ativa Eduardo Pazuello, não deu resposta à empresa. Apesar disso, o ministério incluía as 70 milhões de doses em sua previsão de janeiro de imunizantes que estariam disponíveis ao país. Agora, a vacinação está suspensa em diversas cidades do país por falta de produto.

Leia a reportagem completa da Bloomberg aqui

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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