sexta-feira, 23 out 2020
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EUA chegam a 200 mil mortes e Biden protesta: “Não precisava ser tão ruim”

O país lidera o "ranking global" de mortes, que já se aproximam de 1 milhão em todo o globo

Os Estados Unidos ultrapassaram a triste marca de 200 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus nesta terça-feira (22), segundo levantamento do Centro de Pesquisas do Coronavírus da Universidade Johns Hopkins. O país é o que registra mais óbitos no mundo.

Segundo dados da instituição são 200.284 óbitos registrados no país desde o início da pandemia de Sars-Cov-2, com mais de 6,8 milhões de casos confirmados. No mundo, são 996 mil mortes e 31,4 milhões de infectados.

Apesar da marca, o presidente Donald Trump voltou a fugir de sua responsabilidade pelas mortes provocadas no país em discurso na Organização das Nações Unidas e sofreu críticas internas. O mandatário não citou a marca de 200 mil vidas perdidas, colocou a culpa da pandemia na China e pediu que o país asiático seja punido.

“O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde, que é controlada pela China, falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos. Depois, afirmaram falsamente que as pessoas sem sintomas não poderiam espalhar a doença. A ONU precisa responsabilizar a China pelas suas ações”, afirmou Trump.

“Não precisava ser tão ruim”, disse Joe Biden, candidato à presidência pelo Partido Democrata, em publicação no Twitter. “200.000 americanos morreram por causa desse vírus. É um número impressionante que é difícil de entender. Mas por trás de cada morte do COVID-19 há uma família e uma comunidade que nunca mais serão as mesmas. Essa pandemia tem um impacto humano devastador – e não podemos esquecer isso”, disse ainda.

Biden aparece como favorito nas pesquisas de opinião.

Lucas Rocha
Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.