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19 de maio de 2020, 06h43

Flávio Bolsonaro diz que há “supernotificação” de casos de Covid-19 e pede investigação no MPF

De acordo com o filho do presidente, Doria e Covas têm manipulado os dados sobre a doença para desgastar Bolsonaro

Flavio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Twitter

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) fez uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para pedir a investigação dos óbitos por Covid-19 registrados em São Paulo.

De acordo com ele, há uma “supernotificação” das mortes a pedido do governador do estado, João Doria (PSDB), e do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB).

O filho do presidente diz na representação que os médicos que atuam nas ambulâncias paulistas estão registrando o coronavírus como causa de morte mesmo sem a realização de exames laboratoriais.

De acordo com ele, o objetivo da administração paulista é “manipular os dados para desgastar politicamente o presidente e as suas orientações frente ao combate ao coronavírus”.

O presidente Jair Bolsonaro tem minimizado os impactos da doença desde o início do surto no país. Depois de classificar a pandemia como “histeria” e a Covid-19 como “gripezinha”, o ex-capitão agora prega o uso da cloroquina como principal tratamento para o vírus. O medicamento, no entanto, não tem respaldo científico e pode aumentar o número de mortes no país.

Prisão em Araraquara

Assim que viralizou na internet o vídeo de uma mulher sendo presa pela Guarda Civil Municipal de Araraquara, em meados de abril, após descumprir o decreto de isolamento social no município, a Polícia Civil da cidade recebeu um telefonema diretamente da “Presidência da República”.

De acordo com o UOL, o telefonema foi passado ao delegado Fernando Giaretta, que diz ter falado com um homem que se identificou como sendo da “Presidência da República”. O homem queria saber apenas se o vídeo da prisão era verdadeiro ou “fake news”.

“Me falaram que era da Presidência da República, não sei exatamente quem”, disse o delegado.

“Relatei que tinha sido instaurado inquérito para apuração, a pessoa tinha sido conduzida à delegacia de polícia. Que tinha sido instaurado inquérito por possível crime contra a ordem sanitária, desacato, desobediência, lesão corporal, porque teve uma mordida na mão de um dos guardas municipais. E também possível abuso de autoridade contra os guardas municipais, esse por requisição do Ministério Público estadual”, contou.


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