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16 de junho de 2020, 07h16

Governo Doria alerta para segunda onda de Covid-19, mas médicos dizem que SP ainda está na primeira

Centro de Contingência do coronavírus em SP diz que chance de segunda onda "é real". Especialistas alertam que epidemia nunca foi controlada

Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil

O governo de São Paulo, sob gestão de João Doria (PSDB), já fala em uma segunda onda de Covid-19 em meio à abertura econômica no estado. Contudo, especialistas alertam que a primeira fase ainda não foi vencida e número de casos nunca registrou queda.

O chefe do Centro de Contingência do coronavírus em SP, Carlos Carvalho, afirmou nesta segunda-feira (15) que a chance de uma segunda onda “é real”. O governo espera que São Paulo tenha até 290 mil infectados no fim de junho.

Para especialistas, no entanto, só é possível ter uma segunda onda depois que a primeira é controlada. Em São Paulo, os números estão estáveis, mas ainda não registraram queda.

“O Brasil é o único país que abriu (a economia) com aumento de casos e óbitos. Uma segunda onda só ocorre em países que fizeram um controle de casos e mortes, o que se verifica depois de duas semanas”, afirma Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em entrevista ao Estado de S.Paulo.

Projeções realizadas por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que o estado poderá ter um aumento de 71% no número de mortes por conta das medidas de flexibilização do isolamento social.

Nesta semana, no entanto, o governo Doria continuou a dar sinal verde para a reabertura do comércio em São Paulo, em especial na região metropolitana e Baixada Santista.

De acordo com o Ministério da Saúde, em boletim divulgado nesta segunda-feira (15), o estado tem 181.460 casos confirmados da doença e 10.767 óbitos por conta da doença.


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