Lula sobre a marca de 400 mil mortos: “Bolsonaro tratou o vírus como aliado e precisa pagar”

Ex-presidente responsabilizou Bolsonaro pelo "genocídio" e prestou solidariedade às famílias de vítimas da Covid: "A vida vai vencer a morte"

O ex-presidente Lula usou as redes sociais, nesta quinta-feira (29), para prestar solidariedade às famílias dos brasileiros mortos em decorrência da Covid-19. A postagem acontece no dia em que o país superou a triste marca dos 400 mil óbitos desde o início da pandemia.

“Hoje o Brasil bateu mais uma marca infeliz. 400 mil de nós se foram. Estavam aqui há pouco tempo e agora não estão mais. Pais, mães, avós, filhos, maridos, esposas, amigos”, escreveu Lula no início de sua publicação, em que responsabilizou o presidente Jair Bolsonaro pelo “genocídio” em voga no Brasil.

“Os responsáveis por esse genocídio tem nome. Bolsonaro abriu a casa e recebeu o Covid19 com hospitalidade. Tratou o vírus como aliado. E precisa pagar por ter atentado contra o povo brasileiro”, declarou.

“A vida vai vencer a morte. Meus sentimentos às famílias de todos que não estão mais aqui”, completou o ex-presidente.

400 mil mortos

Segundo informações do consórcio de mídia, que se baseia nos números das secretarias estaduais, 400.021 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil desde março de 2020, quando foi registrado o primeiro óbito no país. No total, uma em cada cinco mortes notificadas no país (21,7%) desde março do ano passado é decorrente da doença.

Há pouco mais de um mês, no dia 24 de março, o Brasil havia somado 300 mil mortos pela Covid-19. Os 100 mil óbitos nos últimos 36 dias mostram a ascensão vertiginosa da contaminação no país, que contrasta com a lentidão do programa nacional de vacinação planejado pelo então ministro Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde.

O Brasil é o segundo país em óbitos acumulados, atrás apenas dos EUA (cerca de 575 mil), e também o segundo no registro de novas ocorrências da Covid-19 na última semana, ranking liderado agora pela Índia. A taxa de letalidade mais que dobrou, de 2% no final de 2020, para 4,4% na semana passada.

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Ivan Longo

Jornalista e repórter especial da Revista Fórum.