Mais de 90% dos médicos afirmam que fake news sobre Covid-19 impactou atendimento

Profissionais dizem que notícias falsas levaram ao desprezo às medidas de isolamento e aumentaram a pressão por remédios sem eficácia

A quase totalidade de médicos no Brasil acredita que as fake news sobre a Covid-19 impactaram negativamente no atendimento aos pacientes. Segundo levantamento realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB), 91,6% dos pesquisados citam a interferência de notícias falsas.

Os profissionais afirmam que as fake news levam ao descrédito na ciência e dificultam que pacientes aceitem decisões médicas. Além disso, há um desprezo às medidas de isolamento social e pressão para que sejam receitados medicamentos sem comprovação científica de eficácia.

A pesquisa também aponta que 99% dos médicos acreditam que devem ocorrer mudanças na saúde do Brasil pós-pandemia. Contudo, 73% não creem que os gestores e autoridades passarão a tratar as fragilidades históricas do sistema de forma mais profissional e prioritária.

Para 52,3% dos entrevistados, o Ministério da Saúde, atualmente chefiado por Eduardo Pazuello, teve uma atuação ruim na pandemia. Para 21,5% a pasta teve uma atuação boa, enquanto 26,2% consideram regular.

O levantamento foi realizado entre dezembro e janeiro através de um formulário online e contou com a participação de 3.882 profissionais de Medicina de todas as regiões do país. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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Luisa Fragão

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