Manaus: Fornecedora afirma que pode recorrer a oxigênio produzido na Venezuela para abastecer hospitais

A White Martins afirmou que a demanda por oxigênio na capital do Amazonas quintuplicou nos últimos 15 dias

Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), a multinacional brasileira White Martins afirmou que estuda a possibilidade de importar cilindros de oxigênio produzidos na Venezuela para fornecer aos hospitais de Manaus, que sofrem com o desabastecimento. Pacientes estão sendo transferidos às pressas e há relatos de muitas mortes.

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“A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e neste momento está atuando para viabilizar a importação do produto para a região”, afirmou a empresa em nota divulgada pela Veja e pelo G1.

Segundo a empresa, a capacidade de produção no estado do Amazonas foi ampliada em 2020 em razão da pandemia, mas mesmo assim não consegue suportar toda a demanda.

“A White Martins tem mobilizado todos os esforços para suprir a demanda exponencial de oxigênio, que já aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias, alcançando um volume de 70 mil metros cúbicos por dia. Esse consumo equivale a quase o triplo da capacidade nominal de produção da unidade local da White Martins em Manaus (25 mil m3/dia) e segue crescendo fora de controle e qualquer previsibilidade”, diz trecho da nota.

“Anteriormente à pandemia, esta planta operava com 50% de sua capacidade e isso era suficiente para atender todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial que somavam um consumo na ordem de 10 a 15 mil m3 por dia”, afirma.

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Lucas Rocha

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