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11 de junho de 2020, 19h52

Negacionismo: Bolsonaro pede que apoiadores invadam e filmem hospitais de campanha

Em live, o presidente contrariou o ministro da Saúde sobre o número de óbitos e disse que seus críticos são "Lula Livre"

Reprodução

Durante live presidencial realizada nesta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que poderia haver um “uso político” nos dados da pandemia do coronavírus e pediu para seus apoiadores entrarem em hospitais de campanha para filmar as instalações.

O presidente, que se opôs ao isolamento social, disse que o Governo Federal fez “tudo” que era possível para conter o avanço da doença e sugeriu que os hospitais estariam vazios. Segundo ele, ninguém morreu por falta de leitos no país.

“Desde o começo se falava no tal achatamento da curva, o isolamento tinha que acontecer pra não faltar leitos nos hospitais. As informações que nós temos é que na totalidade ou em grande parte, ninguém perdeu a vida por falta de respirador e falta de UTI. Agora, se tem um hospital de campanha perto de você, dá um jeito de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso, mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não”, afirmou.

Bolsonaro ainda criticou a imprensa por conta do sumiço dos dados da pandemia. Ele disse que o governo nunca tentou esconder dados e chamou a TV Globo de TV Funeral.

Em seguida, o presidente contrariou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e disse que o governo está investigando dados porque haveria uma sobrenotificação.

“A gente está investigando que tem muito dado que chega e a população reclama que a pessoa tinha uma série de problemas de saúde, entrou em óbito… Até o momento os familiares não sabiam que tinha o vírus e aparece lá no óbito Covid-19. Isso não é uma pessoa ou outra não, são dezenas por dia. O que querem ganhar com isso? É ganho político para culpar o Governo Federal”, disse o presidente.

Na terça-feira, Pazuello participou de audiência na Câmara dos Deputados e declarou que o ministério espera um número maior de mortes do que o registrado. “Estou querendo buscar a verdade e a verdade é evitar a subnotificação, não a hipernotificação”, disse.

Na transmissão ao vivo, o presidente ainda disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) “perdeu a credibilidade” e afirmou que aqueles criticam a condução do Governo Federal diante do coronavírus são “Haddad 13” e “Lula Livre”.

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