Padilha pede ao TCU apuração sobre suspeita de corrupção na compra da Covaxin

A CPI do Genocídio já entrou em contato com a Polícia Federal, com o objetivo de descobrir se Bolsonaro repassou ao órgão o alerta de que havia suspeita de corrupção no contrato

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quarta-feira (23), a abertura de procedimento de análise para apuração das suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin por parte do governo de Jair Bolsonaro.

“Na qualidade de ex-ministro da saúde e membro da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que discute ações contra o avanço do novo coronavírus, tenho recebido inúmeros relatos e denúncias no que se refere à atuação estatal contra a pandemia da Covid-19” diz um trecho da representação.

“Nos últimos dias, algumas notícias apontam que o Ministério da Saúde publicou dispensa de licitação para a compra das vacinas Covaxin e Sputnik, que ainda não tiveram seu uso autorizado pela Anvisa. Portanto, mesmo que sejam compradas pelo governo, essas vacinas só poderão ser aplicadas na população depois do sinal verde da agência, sendo que até o momento, a Anvisa autorizou o uso emergencial no Brasil de duas vacinas, a CoronaVac, desenvolvida pela China em parceria com o Instituto Butantan, e a da Universidade de Oxford, na Inglaterra”, relatou Padilha.

CPI do Genocídio

Após as denúncias em relação à compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro, a CPI do Genocídio entrou em contato com a Polícia Federal (PF), com o objetivo de descobrir se o presidente repassou ao órgão o alerta de que havia suspeita de corrupção no contrato.

O comunicado foi feito em março por um servidor do Ministério da Saúde. A vacina é produzida pela Bharat Biotech e quem a representa no Brasil é a farmacêutica Precisa.

Veja aqui a representação de Alexandre Padilha ao TCU:

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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