PF investiga se Roberto Dias pediu propina na negociação de vacinas

Luiz Paulo Dominghetti, que representava a Davati Medical Supply e tentava vender doses do imunizante da AstraZeneca, acusou o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde

A Polícia Federal (PF) decidiu investigar o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Ele é apontado como autor do pedido de propina em contratos de compra de vacinas contra a Covid-19.

O inquérito contra Dias foi instaurado na última semana e as apurações, portanto, estão em fase inicial, de acordo com reportagem de Renata Agostini, na CNN Brasil.

A PF investiga se Dias, de fato, pediu propina ao cabo Luiz Paulo Dominghetti, que representava a empresa Davati Medical Supply e tentava vender doses do imunizante da AstraZeneca.

Dominghetti declarou à CPI do Genocídio que Dias cobrou propina de US$ 1 a dose.

Este é o terceiro inquérito em curso na PF que trata de suspeitas de irregularidades na Saúde, que estão na mira da CPI.

A PF investiga as supostas irregularidades no contrato para a compra da Covaxin e, também, se Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação ao ficar sabendo das fraudes pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e não ter tomado providências.

Representação

Ainda na semana passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito civil a respeito do caso envolvendo Dias e Dominghetti.

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O Ministério Público Federal (MPF) iniciou investigação depois que o líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ), e o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), enviaram uma representação ao órgão.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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