Fórum Educação
06 de abril de 2020, 09h58

Pressionado, Mandetta já estuda fim do isolamento social após a Páscoa

Ministro deve ceder à pressão de Bolsonaro e pedir isolamento apenas das pessoas que estão no grupo de risco, como idosos

Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Foto: Carolina Antunes/PR)

O Ministério da Saúde, sob gestão de Luiz Henrique Mandetta, elaborou um novo plano de combate à pandemia do coronavírus que prevê fim do isolamento social logo após a Páscoa, no dia 13 deste mês. Com isso, a pasta começa já nesta semana a preparação para a mudança dos próximos dias.

De acordo com a Folha de S.Paulo, Mandetta deve ceder à pressão do presidente Jair Bolsonaro e orientar que apenas as pessoas do grupo de risco da doença, como idosos, fiquem em isolamento. A medida contraria orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de já ter fracassado em outros países.

O plano também prevê que a abertura deve ser por regiões, desde que respeitados critérios, como número suficiente de leitos de UTI, respiradores, máscaras, luvas, pessoal e testes rápidos em grande volume.

Além disso, o estudo diz que escolas devem permanecer fechadas até o final do mês, com possibilidade de prorrogação até o fim de maio.

No domingo (5), o presidente aproveitou a transmissão ao vivo da cerimônia que encerrou o jejum pregado por ele para mandar indiretas para o ministro da Saúde e disse que “sua hora vai chegar”.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça deles, estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos, tem provocações, mas a hora deles não chegou ainda, vai chegar a hora deles. Porque a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor, e ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, afirmou o mandatário em conversa com apoiadores, segundo o O Globo.


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