Randolfe espera que prisão de Dias “tenha efeito didático” nos próximos depoimentos

Vice-presidente da comissão afirma que há dois núcleos no Ministério da Saúde: um comandado por Roberto Dias e outro pelo coronel Elcio Franco: “Disputa por esquemas de corrupção”

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI do Genocídio, disse, em coletiva nesta quarta-feira (7), esperar que a prisão de Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, decretada por Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, “tenha efeito didático”.

“O depoimento do senhor Roberto Dias deixou claro que há dois núcleos no Ministério da Saúde: um comandado por ele e outro pelo coronel Elcio Franco, ex-secretário executivo. Além de uma disputa de poder, vou mais longe. Acredito que há uma disputa por esquemas de corrupção”, disse Randolfe.

Questionado se a decisão de Aziz pode provocar uma cisão entre os integrantes da CPI, o vice-presidente afirmou: “Não há divisão entre o grupo majoritário da comissão. Está unido. Há algo muito maior em jogo aqui: meio milhão de mortos na pandemia, o que é um lastro suficiente para a comissão se manter unida”.

Randolfe foi perguntado se tentou fazer Aziz mudar de ideia em relação à prisão de Dias. “Tentamos construir uma saída, inclusive com a advogada, para ele que revelasse mais informações, porém, não conseguimos essa negociação. Mas é bom deixar claro que o fim dessa CPI não é prender, mas encontrar a verdade”.

Outras irregularidades

O senador Humberto Costa (PT-PE), que também participou da coletiva, reiterou que a comissão está unida e destacou que é bem possível que a CPI convoque uma acareação entre Dias e Franco.

“Além disso, poderemos ouvir mais um depoimento do senhor Roberto Dias, inclusive para investigar se há mais irregularidades”, destacou Costa.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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