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23 de março de 2020, 07h17

Roberto Justus, de 64 anos, diz em áudio vazado que coronavírus é uma “gripezinha leve” que só “mata velhinhos”

O empresário viralizou nas redes logo após ter o áudio de um grupo de WhatsApp vazado

Foto: Divulgação

O empresário Roberto Justus, 64, foi parar entre os assuntos mais comentados nas redes, nesta segunda-feira (23) ao afirmar, em áudio vazado no domingo, que o coronavírus não passa de uma “gripezinha leve” que só “mata velhinhos”.

 No áudio, ele ainda garante que o coronavírus não vai matar ninguém na periferia e demonstrou descontentamento com as medidas restritivas e de isolamento anunciadas pelos governos estaduais. Justus está preocupado com os “prejuízos econômicos”.

“Então, na favela não vai acontecer porra nenhuma se entrar o vírus, muito pelo contrário. Essa molecada que está na favela. Criança então, de zero a dez anos nenhum caso. E as crianças nem pegam a doença”, afirmou.

Justus diz ainda que seria bom que todos fossem infectados com o vírus, porque “pegaríamos anticorpos e ele [covid-19] acabaria de uma vez”, defendendo uma polêmica tese que foi adotada inicialmente pelo governo britânico, mas logo descartada após a divulgação de alguns estudos.

De acordo com pessoas que fazem parte do grupo de WhatsApp onde a mensagem foi postada, Justus se manifestou após Marcos Mion demonstrar apoio à quarentena e alarmar sobre o alto risco de contaminação da doença nos próximos dias. Mion havia compartilhado o vídeo do doutor em microbiologia da USP, Atila Iamarino.

O áudio está repercutindo nas redes sociais e Roberto Justus confirmou a autoria. “Era um áudio restrito a um grupo de sete amigos, não sei qual deles me sacaneou, estou até um pouco agressivo com o Mion porque ele soltou um vídeo falando de um número alto de vítimas”, diz.


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