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12 de julho de 2020, 19h27

Rússia deve exportar antiviral Avifavir, supostamente efetivo contra o coronavírus, para a América Latina

Segundo o Ministério da Saúde da Rússia, onde o medicamento já está sendo distribuído, 65% dos voluntários que o tomaram foram curados da infecção em apenas 4 dias, e 90% se recuperaram antes do décimo dia de tratamento

Foto: Divulgação

Após apresentação para líderes de diversos países, a Rússia está se preparando para vender o medicamento Avifavir, que pode ajudar a reduzir o tempo de recuperação de pacientes com Covid-19, segundo estudos locais.

O medicamento foi apresentado na embaixada russa na Guatemala, no último dia 10, por meio de videoconferência da qual participaram representantes de vários países e agências especializadas.

O Avifavir é um medicamento à base de Favipiravir (ou Avigan, nome comercial do produto), um antiviral criado pela empresa japonesa Fujifilm-Toyama e utilizado no país para combater gripe. A Rússia começou a sua distribuição gratuita em junho, após estudos mostrarem uma recuperação mais rápida de pacientes com coronavírus que tomaram o medicamento.

Segundo o Ministério da Saúde da Rússia, 65% dos voluntários que o tomaram foram curados da infecção em apenas 4 dias, e 90% se recuperaram antes do décimo dia de tratamento. Em outros países, como China e Estados Unidos, o medicamento ainda está em fase de observação e sem resultados conclusivos.

O Ministério da Indústria e Comércio da Rússia recebeu pedidos para fornecer Avifavir para países da CEI, América Latina, Europa e Sudeste Asiático.

Neste sábado (11), o CEO do Fundo Direto de Investimento Russo (RDIF), Kirill Dmitriev, afirmou que o Brasil e outros países da América Latina seriam prioridade na distribuição do medicamento pela Rússia. Segundo ele, a presença de “mais de 1.500 representantes da América Latina” na videoconferência “confirmou o alto nível de interesse estrangeiro na Avifavir”, e a prioridade do país será para países com alto número de casos.

No Chile, o prefeito da comuna da Recoleta, Daniel Jadue, anunciou que a Associação de Farmácias Populares conseguiu elaborar um acordo para garantir a distribuição do medicamento. A concretização da proposta depende de aprovação do Ministério da Saúde chileno para importação do remédio.


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