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02 de abril de 2020, 11h12

Sírio-Libanês proibiu presença de médicos em reunião de Bolsonaro que excluiu Mandetta

Objetivo do encontro foi debater o uso da cloroquina contra coronavírus. Para o hospital, ainda é cedo para tirar conclusões sobre a medicação

Divulgação

A cúpula do Hospital Sírio-Libanês proibiu que seus médicos participassem da reunião com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, nesta quarta-feira (1º). O objetivo do encontro era debater o uso da cloroquina contra o coronavírus. Por ser crítico ao medicamento, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não foi convidado para o evento.

A informação é da coluna de Bela Megale, no O Globo. A jornalista diz ainda que o hospital alega ser cedo para ter qualquer conclusão sobre o uso do medicamento no combate ao coronavírus. Com isso, a determinação foi de que nenhum médico do hospital poderia participar do encontro, nem os da unidade de Brasília.

Procurado pela coluna, o Sírio-Libanês apenas informou que “não pôde enviar representantes para essa reunião”. Integrantes do governo que participaram da reunião com Bolsonaro afirmaram que os médicos compareceram de “forma autônoma”, sem vínculos com instituições de saúde.

Em resposta a falta de convite para participar da reunião, Mandetta cutucou o presidente e disse que só trabalha com a academia e com a ciência, enquanto outros “trabalham com critérios políticos”.


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