Volta da CPI pode resultar em “prisões”, diz Luis Miranda

“A esperança de retorno da comissão é de que as pessoas que, de fato, cometeram esse tipo de crime contra o nosso povo paguem por eles”, ressaltou o deputado

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) declarou, neste domingo (1), que seu depoimento na CPI do Genocídio, em junho, revelou “a ponta do iceberg” de problemas no Ministério da Saúde. Ele e o irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor da pasta, denunciaram irregularidades na aquisição da vacina Covaxin, contra a Covid-19.

De acordo com informações da coluna Janela Indiscreta, no Metrópoles, Miranda acredita que a nova fase da comissão, que volta às atividades na terça-feira (3), poderá resultar em mandados de busca e até prisões, depois que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar falsificação de documentos.

Com a volta dos trabalhos da CPI, o deputado destacou que os senadores poderão esclarecer sobre outros contratos assinados pelo ministério durante a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello.

“Isso é crime, crime grave, daqueles envolvidos. Sabemos que a CPI pode, sim, a qualquer momento, pedir a prisão deles e mostrar que a saúde pública precisa ser levada a sério. A esperança de retorno da comissão é de que as pessoas que, de fato, cometeram esse tipo de crime contra o nosso povo paguem por eles”, ressaltou.

Programação

A agenda da CPI prevê colher o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, na terça (3). Ele é apontado por representantes da Davati Medical Supply como um “intermediador” entre o governo federal e empresas que ofertavam vacinas.

Na quarta (4), estava prevista a participação do empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos. Entretanto, o depoimento foi remarcado para o dia 11 de agosto, pois ele viajou à Índia.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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