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07 de maio de 2018, 11h36

Cresce campanha por Conceição Evaristo na Academia Brasileira de Letras

Abaixo-assinado pede que a escritora ocupe a cadeira de número 7 da ABL, que está vaga desde a morte de Nelson Pereira dos Santos

Conceiçao Evaristo. Foto: Joyce Fonseca/Divulgação
Uma petição online (veja aqui) reúne assinaturas para que a escritora mineira Conceição Evaristo ocupe a cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras. Aos 71 anos, Conceição é uma das mais reconhecidas autoras negras do Brasil. Nasceu numa favela em Belo Horizonte, trabalhou como empregada doméstica, até se mudar para o Rio de Janeiro, aos 25 anos, onde passou num concurso público para o magistério. Graduou-se em Letras, é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. É autora, entre outras obras, do romance Ponciá Vicêncio, de 2003, de Becos da Memória...

Uma petição online (veja aqui) reúne assinaturas para que a escritora mineira Conceição Evaristo ocupe a cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras. Aos 71 anos, Conceição é uma das mais reconhecidas autoras negras do Brasil. Nasceu numa favela em Belo Horizonte, trabalhou como empregada doméstica, até se mudar para o Rio de Janeiro, aos 25 anos, onde passou num concurso público para o magistério. Graduou-se em Letras, é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

É autora, entre outras obras, do romance Ponciá Vicêncio, de 2003, de Becos da Memória (2006), Insubmissas lágrimas de mulheres (2011), Olhos d’água (2014) e Histórias de leves enganos e parecenças (2016). Conquistou o Prêmio Jabuti com Olhos d’água.

“A escritora mineira Conceição Evaristo reescreve a história do Brasil a partir do ponto de vista de quem a vivencia, desde a chegada forçada de seus ancestrais, a partir de todas as suas trágicas e cotidianas impossibilidades”, diz Denise Carrascosa, professora de Literatura da Universidade Federal da Bahia, que assina o texto do abaixo-assinado.

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A Cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras está vaga com a morte do cineasta Nelson Pereira dos Santos, em 21 de abril. A Academia realizou sessão solene no dia 26 de abril onde declarou vaga a cadeira e informou que interessados em ocupá-la têm dois meses para fazer suas inscrições. “Findo esse prazo, o Presidente marcará a eleição para 60 dias depois.”

Poucas mulheres já ocuparam cadeiras na ABL, nenhuma delas negra. Veja quem são as mulheres-membras da ABL: Ana Maria Machado (Cadeira 1); Rachel de Queiroz (Cadeira: 5); Dinah Silveira de Queiroz (Cadeira: 7); Cleonice Berardinelli (Cadeira: 8); Rosiska Darcy de Oliveira (Cadeira: 10); Lygia Fagundes Telles (Cadeira: 16); Zélia Gattai (Cadeira: 23) e Nélida Piñon (Cadeira: 30).

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