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13 de dezembro de 2015, 09h34

A criatividade como matéria prima para a transformação

Foto Iolanda Huzak

Não tenho dúvida que existe uma transformação grandiosa acontecendo no planeta. A tecnologia chegou de vez no cotidiano das pessoas e a internet impacta de forma eficaz os modelos de negócio.

Investir na criatividade como matéria prima é uma saída para frearmos a exploração dos recursos naturais e investir na renovação dos modelos de produtos e serviços.

Há pelo menos duas décadas Lala Deheizelin vem trabalhando com esse tema e construindo de maneira colaborativa um movimento chamado Crie Futuros onde se imagina um desejável mundo novo. Em conversa com ela tive a confirmação desse pensamento.

“Tudo aquilo que é intangível, cultura, conhecimento, criatividade não se esgotam ao contrário se multiplicam. Eu tenho trabalhado em como tornar isso possível, numa combinação de estudos do futuro a partir de um projeto que desenvolvo chamado Crie Futuros. Tenho desenvolvido ferramentas que possam nos ajudar desejável mundo novo a partir da criatividade”.

Lala é mais uma das muitas pessoas que acreditam ser a criatividade a matéria prima para construção de uma alternativa para esse modelo esgotado de sociedade que vivemos, principalmente nas grandes cidades.

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Eu acredito, como ela, que além disso precisamos investir na colaboração, na cooperação e nas possibilidades de compartilhar tudo que temos visto. É certo que os grandes grupos de comunicação não tem interesse em mostrar esse “mundo paralelo” de boas ideias. Por isso a transformação oferecida pela internet é tão importante.

“Tem milhares de ações nesse sentido o que precisamos é revelar esses movimentos para as pessoas por que a grande mídia fala pouco, a academia fala pouco e elas estão crescendo de forma exponencial. Elas são muito eficientes por que quando junta criatividade, compartilhar, colaborar e uso múltiplo de recursos é infinito o que pode ser construído”.

Não tenho dúvida que tem uma grande transformação acontecendo, paradigmas estão sendo quebrados, modelos de negócio estão sendo reconstruídos, a relação com serviços como telefonia, taxi, filmes, financiamento de projetos, hotéis, música são alguns exemplos disso.

A questão é saber se nós estamos dispostos a olhar para isso e aceitar que estamos no meio de um turbilhão de novidades e navegar nessa nova onda.

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Saiba mais sobre Lala Deheinzelin:

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