Programa de governo de Lula prevê proteção de museus

Ao lado do ex-presidente, apenas o programa de governo de Marina Silva (Rede), entre os presidenciáveis, fala sobre "oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e biblioteca"

Incêndio no Museu Nacional. Foto: Reprodução Rede Globo
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Por Rede Brasil Atual Na noite de domingo (2), um grande incêndio atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que contava com cerca de 20 milhões de itens. A tragédia deve colocar a cultura na pauta das eleições. Entretanto, dos 13 candidatos à Presidência da República, apenas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Marina Silva (Rede) apresentam projetos relacionados à política de museus. De acordo com programas de governos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos outros 11 candidatos, apenas Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (Psol) contam com uma seção exclusiva relacionada ao tema da cultura, mas sem menção direta aos museus. De acordo com o programa de Lula, a retomada das políticas voltadas aos museus será feita por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). "Essas duas instituições serão dotadas das condições para que conduzam iniciativas amplas e diversificadas de proteção e promoção do patrimônio cultural e de fortalecimento da política nacional de museus", diz. Já a proposta de Marina Silva cita a proteção do patrimônio cultural como "parte fundamental para garantir a memória de nossos povos". "A política de preservação do patrimônio abrange o patrimônio natural e o conhecimento científico. Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas", diz o texto. Já nos projetos de Jair Bolsonaro (PSL) e Cabo Daciolo (Patriota), por exemplo, a cultura sequer aparece. O tucano Geraldo Alckmin conecta as políticas culturais a pautas econômicas em seu plano de governo, mas propostas para a preservação do patrimônio cultural. Henrique Meirelles (MDB) também não expõe nenhuma proposta específica para a área da cultura. Desde 2014, o Museu Nacional não recebia a verba de R$ 520 mil anuais que bancam sua manutenção e apresentava sinais visíveis de má conservação, como paredes descascadas e fios elétricos expostos. Até abril deste ano, durante o governo Temer, o instituto havia recebido apenas R$ 54 mil.