COTIDIANO

As expressões brasileiras que eram usadas diariamente e estão desaparecendo, segundo o Observatório da Língua Portuguesa

Expressões populares que marcaram gerações estão desaparecendo com o avanço da linguagem digital e das redes sociais

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As expressões populares, que antes faziam parte do cotidiano, vêm desaparecendo à medida que novas gerações deixam de usá-las ou compreendê-las.

Frases como “ficar a ver navios” ou “fazer das tripas coração” perdem espaço, enquanto o avanço cultural, tecnológico e social cria novas formas de expressão. Esse processo é natural: os contextos mudam, e com eles, as palavras que melhor traduzem a experiência de cada época.

Segundo o Observatório da Língua Portuguesa, há pelo menos 50 expressões e termos considerados antigos que praticamente sumiram da fala comum, sobrevivendo apenas em registros literários ou dicionários.

Palavras como “sacripanta” (homem canalha), “balela” (conversa fiada), “quiproquó” (mal-entendido) e “lambisgoia” (mulher fofoqueira) são exemplos de vocabulário que já soam como relíquias linguísticas.

Enquanto isso, a linguagem digital cria um novo repertório. Expressões populares cedem lugar a memes, abreviações e referências da cultura pop, que formam o vocabulário das redes sociais.

Ditos tradicionais como “quem não arrisca não petisca” ou “nem que a vaca tussa” tendem a desaparecer, substituídos por códigos de comunicação instantânea que refletem o ritmo da era digital.

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