GRAMMY LATINO

Portoriquenho Bad Bunny é o destaque no Grammy Latino

Entre os brasileiros se destacaram Liniker, Luedji Luna, João Gomes, Sorriso Maroto, BaianaSystem e Hamilton de Holanda

Bad Bunny no Grammy Latino.Créditos: KEVIN WINTER/GETTY IMAGES VIA AFP
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A 26ª edição do Grammy Latino, realizada na madrugada desta sexta-feira, consagrou Bad Bunny com o prêmio de álbum do ano por “Debí Tirar Más Fotos”, lançado em janeiro. O porto-riquenho, um dos nomes mais populares do trap latino e do reggaeton, foi o grande destaque da noite, acumulando ainda os troféus de melhor interpretação em reggaeton, melhor álbum de música urbana, melhor interpretação urbana ou fusão urbana e uma segunda estatueta de melhor interpretação em reggaeton, por “DTMF” e “Voy a Llevarte pa Pr”.

Outra grande vencedora da noite foi Karol G, que conquistou o prêmio de melhor canção do ano com “Si Antes Te Hubiera Conocido”. A cantora colombiana segue entre os nomes mais influentes da música pop hispano-americana.

Brasil em destaque: Liniker e Luedji Luna ampliam representatividade

O Brasil teve uma noite de forte presença. Liniker venceu três categorias: melhor canção em língua portuguesa, com “Veludo Marrom”, melhor interpretação urbana em língua portuguesa e melhor álbum pop contemporâneo em língua portuguesa, pelo disco “Caju”. Em 2022, a artista já havia feito história ao se tornar a primeira mulher trans a vencer o Grammy Latino.

Outra brasileira premiada foi Luedji Luna, que conquistou o Grammy de melhor álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro-Portuguesa, com “Um Mar Pra Cada Um”. A cantora, nascida no Cabula, em Salvador, superou nomes como Rachel Reis, Rubel e o grupo 5 a Seco.

João Gomes, Mestrinho e Jota.pê vencem com homenagem a Dominguinhos

Na categoria melhor álbum de música de raízes em língua portuguesa, o troféu ficou com “Dominguinho”, parceria de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê. O álbum homenageia o mestre sanfoneiro Dominguinhos e destacou-se diante de artistas como Joyce Alane e Natascha Falcão.

Samba, rock e sertanejo também foram premiados

O grupo Sorriso Maroto venceu o Grammy de melhor álbum de samba/pagode com “Sorriso Eu Gosto No Pagode Vol. 3 – Homenagem ao Fundo de Quintal”, gravado em Londres. A categoria também incluiu nomes como Alcione, Marcelo D2, Mart’nália e Zeca Pagodinho.

No rock, o prêmio de melhor álbum de rock ou música alternativa em língua portuguesa foi para o BaianaSystem, com “O Mundo Dá Voltas”. A cantora e clarinetista Maria Beraldo, que ganhou destaque ao integrar bandas de Arrigo Barnabé e Elza Soares, foi apontada como destaque na categoria com “Colinho”, embora não tenha levado o troféu.

Instrumental e jazz latino têm cubanos e brasileiros entre os vencedores

Em melhor álbum instrumental, o vencedor foi “Y El Canto De Todas”, de Rafael Serrallet com a Orquestra Filarmônica Nacional de Lviv (Ucrânia). Já na categoria melhor álbum de jazz latino, houve empate: o brasileiro Hamilton de Holanda venceu com “Hamilton de Holanda Trio Live in NYC”, dividindo o prêmio com o pianista cubano Chucho Valdés, que ganhou com “Cuba And Beyond”.

Vencedores em outras categorias internacionais

– Melhor canção de rock teve empate entre “La Torre”, de RENEE, e “Sale El Sol”, de Fito Paez.
– Fito Paez também venceu melhor álbum de rock, com “Novela”.
– Melhor canção de pop/rock ficou com “Desastres Fabulosos”, de Jorge Drexler e Conociendo Rusia.

Sertanejo: vitória para Chitãozinho & Xororó

Na música sertaneja, o prêmio de melhor álbum foi para “José & Durval”, da dupla Chitãozinho & Xororó, superando trabalhos de Ana Castela, Lauana Prado, Tierry e Léo Foguete.

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