A cantora Luiza Possi voltou ao centro do debate público após uma série de manifestações recentes que foram interpretadas como aproximação ao bolsonarismo. Embora ela não tenha declarado apoio explícito ao ex-presidente Jair Bolsonaro, suas postagens e interações nas redes sociais passaram a ser lidas por parte do público e da imprensa como alinhamento político à direita.
A controvérsia ganhou força alguns dias após a prisão de Bolsonaro, no último sábado (22), Na ocasião, a cantora publicou um vídeo com reflexões religiosas sobre “injustiça” e “ímpios no poder”. A mensagem, de tom genérico, foi imediatamente associada por internautas ao episódio, o que desencadeou críticas e acusações de apoio velado ao ex-presidente.
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Outro episódio que ampliou a discussão foi o apoio da cantora a uma postagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes do bolsonarismo nas redes sociais. A interação gerou forte repercussão negativa entre parte dos fãs. Diante da reação, Possi afirmou que não “comprou o pacote inteiro” do parlamentar, mas que concordava com pontos específicos levantados por ele, classificando o momento como um “divisor de águas”.
Outra postura
A mudança de postura contrasta com o posicionamento registrado em 2021, quando a cantora publicou em sua página no Facebook a frase “FORA BOLSONARO”. Essa guinada passou a ser associada por críticos ao processo de conversão religiosa da artista, que se tornou evangélica em 2024. Desde então, Possi relatou ter enfrentado resistência e críticas no meio artístico em razão da sua fé.