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12 de setembro de 2019, 15h21

Arrastão da Quarta-feira de Cinzas é proibido pela Câmara de Salvador por motivos religiosos

A proposta ainda depende da sanção do prefeito ACM Neto (DEM) para virar lei

Foto: Wikipedia

A Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quarta-feira (11), um projeto de lei que proíbe a realização de festejos de Carnaval em Salvador a partir das 5h da Quarta-feira de Cinzas. A medida atinge diretamente o tradicional arrastão da Quarta-feira de Cinzas, que ocorre há 24 anos na cidade pelo músico Carlinhos Brown (foto).

A proposta ainda depende da sanção do prefeito ACM Neto (DEM) para virar lei.

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O projeto é do vereador Henrique Carballal (PV). A justificativa é que a Quarta-feira de Cinzas cai bem no início da Quaresma, período de resguardo para os católicos, portanto o dia não pode ser dedicado a uma festa profana.

“O Carnaval é uma festa vinculada ao calendário eclesiástico. Esticá-lo para a Quarta-feira de Cinzas, na verdade, é fazer uma negação do que é o Carnaval”, disse Carballal, que é ligado à Igreja Católica.

O vereador argumenta que, mesmo o Estado sendo laico, cabe ao Poder Público reconhecer a maioria cristã: “Não sou nenhum fundamentalista religioso, gosto de Carnaval. Mas o que vinha acontecendo era um exagero”.

O desfile acontece no final da manhã da Quarta de Cinzas no sentido contrário ao do Carnaval, seguindo da Barra até Ondina.

O arrastão é encarado como uma opção de lazer para os foliões que querem mais um dia de festa, mas também para os ambulantes e outros profissionais que trabalham durante o Carnaval.

Com informações da Folha


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