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13 de janeiro de 2020, 19h54

Caetano sobre “Democracia em Vertigem”: “O cinema ainda pode ser uma arma”

O cantor celebrou a indicação do documentário da cineasta Petra Costa ao Oscar

Reprodução/Twitter

O cantor Caetano Veloso comemorou através das redes sociais a indicação do documentário “Democracia em Vertigem” ao Oscar de 2020. Em postagem feita no início da noite desta segunda-feira (13), o artista resgatou uma entrevista em que exalta o filme da cineasta Petra Costa e o impacto que o filme ainda pode causar.

“O cinema ainda pode ser uma arma. O filme de Petra Costa é uma prova disso. Este filme está a causar um grande impacto! É forte, capaz de ensinar o Brasil aos brasileiros e a quem não é brasileiro. Quem não está por dentro do problema atual que veja este filme”, publicou o cantor em suas redes sociais.

A declaração foi dada em entrevista ao Diário de Notícias, de Portugal, em julho de 2019, pouco depois do filme ser lançado internacionalmente pela Netflix, mas foi resgatada pelo artista após a produção de Costa aparecer entre os cinco documentários finalistas do Oscar.

O cantor ainda disse na ocasião que o cinema brasileiro estava “reagindo muito bem” ao período complicado que o país está passando. “Democracia em Vertigem já bastaria, mas a Petra não é a única cineasta a fazer este tipo de cinema. Diria que Democracia em Vertigem é quase um complemento a ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, embora o da Petra seja um processo mais íntimo e detalhado”, declarou.

Papel político

Ao comentar sobre a indicação, Costa reafirmou a importância da obra para o momento político atual. “Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias”, declarou.

“Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, completou.

A trama narra os bastidores do golpe que levou a ex-presidenta Dilma Rousseff ao impeachment, a prisão de Lula e a ascensão de Sérgio Moro e Jair Bolsonaro. Lançado mundialmente em 19 de junho de 2019, o documentário emocionou diversos espectadores e gerou a ira de bolsonaristas, que atacaram a Netflix, onde o filme está hospedado.

secretário Especial de Cultura do governo Bolsonaro, Rodrigo Alvim, e o PSDB disseram que o filme é uma “ficção”. Alvim ainda afirmou que há “guerra cultural” em curso no mundo.

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