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25 de julho de 2019, 13h30

Casa onde morou Guimarães Rosa em Belo Horizonte pode ser demolida

O complexo de casas, do qual a dele faz parte, foi vendido, em 2015, a uma construtora que pretende erguer no local um empreendimento de 27 andares

Foto: Reprodução

A casa onde o escritor Guimarães Rosa viveu em Belo Horizonte pode vir a ser demolida. O imóvel, que fica na esquina das ruas Leopoldina e Congonhas, no Bairro Santo Antônio, na Região Centro-sul, pode vir abaixo junto com outras 12 casas tombadas pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município da capital.

Em ruínas, as casas foram cercadas por tapumes e permaneceram assim até a manhã dessa quarta-feira (24), quando a construtora iniciou obras no local.

As casas foram vendidas, em 2015, a uma construtora que pretende erguer no local um empreendimento de 27 andares. Na época, houve impasse entre a Secretaria Municipal de Regulação Urbana e a Construtora Canopus.

A venda desencadeou o movimento “Salvem a casa de Guimarães Rosa em Belo Horizonte“. No Facebook, a página reúne mais de seis mil pessoas, entre historiadores e escritores que defendiam a manutenção da casa.

O local já abrigou o Bar do Lulu, que foi fechado em 1999, sendo um dos mais famosos pontos de encontro da noite de Belo Horizonte. O imóvel ainda foi cenário para a produção do filme “O menino maluquinho”, de Helvécio Ratton.

Na rede social, Juliana Duarte publicou um desabafo acompanhado das imagens da demolição. “Uma rua inteirinha virando cenário. Tão triste quanto os buracos da mineração é este acordo das construtoras com o patrimônio. Na primeira casa ali, bem na esquina da rua Congonhas com rua Leopoldina morou Guimarães Rosa. É assim que cuidamos da nossa história?”, questionou a belo-horizontina.

Em nota, a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte negou que a casa esteja sendo demolida e disse que os imóveis “foram tombados pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município – CDPCM em 22/08/2007, com publicação no DOM em 30/08/2007. O Conselho aprovou projeto de restauração elaborado pela Construtora Canopus para o local, com uma série de diretrizes que preservam e valorizam o imóvel. O projeto está sendo executado. Nenhuma casa foi demolida – todas estão sendo restauradas de acordo com projeto aprovado pelo Conselho”.

Com informações do Estado de Minas


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