Chega às livrarias “Chapados de Cloroquina – a morte da empatia”, de Alexandre Gossn

Invocando o estudo feito nos anos 1940 pelo filósofo Karl Jaspers sobre a culpa pelo nazismo entre os cidadãos alemães, o autor questiona como as futuras gerações verão o momento atual

A editora Autografia acaba de lançar “Chapados de Cloroquina – a morte da empatia”, do escritor e pensador Alexandre Gossn, autor de “Fascismo Pandêmico”, de 2020, que figurou entre os mais vendidos em sua categoria na Amazon durante várias semanas.

Desta vez, Gossn parte dos questionamentos: “O que houve conosco durante esta pandemia? Assassinamos a empatia? Estávamos conscientes ou embriagados?”, para fazer uma reflexão sobre a primeira pandemia que está vivendo, analisando os principais fatos dos últimos meses.

Neste ensaio, ele levanta as possíveis causas de uma segunda epidemia em nossa sociedade: o narcisismo e a falta de empatia com nossos semelhantes. Invocando o estudo feito nos anos 1940 pelo filósofo Karl Jaspers sobre a culpa pelo nazismo entre os cidadãos alemães, o autor questiona como as futuras gerações verão o momento atual.

Gossn afirma que “nosso governo federal estocou, como nunca, uma medicação ineficaz para tratar a doença que causou a maior mortandade da nossa história: doentes de malária não puderam se tratar porque esgotamos a cloroquina, droga ineficaz para tratar a Covid-19, mas que trata justamente as febres do plasmodium. Tratamos criaturas sem células como vírus, como se fossem seres unicelulares como os protozoários, e como se não bastasse, tratamos vidas humanas como se fossem descartáveis como insumos econômicos inesgotáveis”.

E prossegue: “nenhum evento, doença, revolta, insurreição ou guerra matou tantos brasileiros como a covid-19. E o que fizemos? Chapamos. Chapamos nas festas clandestinas, nas aglomerações evitáveis e nas abominações que cometemos. Chapamos nossos celulares e redes sociais de ódio, fake news, egoísmo e futilidades, chapamos muito”.

A ideia do livro surgiu no final de 2020, quando Gossn, impactado pelas notícias de grandes aglomerações e festas e em meio a protestos contra máscaras e críticas infundadas contra as vacinas, começou a pensar no assunto. “Esta é uma obra que foi escrita em meio ao fogo cruzado da pandemia, como um testemunho do dia a dia e sob fortes impressões vividas pessoalmente. Não tentei ser artificialmente racional, mas também tentei não sucumbir cem por cento às emoções de quem atravessa uma pandemia”, avalia o autor, que brinda o leitor com o registro do que viveu, sentiu e refletiu durante o período, embasado em várias fontes de dados que estão disponíveis na publicação.

Gossn considera que este livro é uma sequência de “Fascismo Pandêmico”, que traça um paralelo entre o surgimento do fascismo, nos anos 1920, logo depois da pandemia mundial do século passado, e o período atual, com a covid-19, abordando ainda o movimento que apareceu com a Gripe Espanhola e ganhou força nos dias atuais por meio de uma ideologia de ódio.

Alexandre Gossn é autor, além de “Chapados de Cloroquina” e “Fascismo Pandêmico”, de “Cidadelas & Muros: como o ser humano se tornou um animal urbano” e “Liberdade, Metamoralidade & Progressofobia”.

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Foto: Capa

Serviço

Chapados de Cloroquina – a morte da empatia

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De Alexandre Gossn

Editora Autografia 

306 páginas

Preço sugerido: R$ 61,00

ISBN 978-65-5943-957-7

Outras informações em www.alexandregossn.com.br 

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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