Cinemateca: Coletivo de artistas pede prisão de Mario Frias

No momento em que um dos prédios da Cinemateca queimava, o secretário de Cultura de Bolsonaro estava em Roma; nas redes, ele responsabilizou o PT pelo incêndio

O Coletivo 342 Artes, formado por artistas brasileiros, levantou a hashtag #MarioFriasNaCadeia, para pedir a responsabilização do secretário Especial de Cultura de Jair Bolsonaro, Mario Frias, pelo incêndio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A campanha chegou aos assuntos mais citados no Twitter.

No momento em que um dos prédios da Cinemateca queimava, o ministro do Turismo, Gilson Machado, e seu subordinado, Mario Frias, que deveria cuidar especificamente da área, estavam em Roma.

A iniciativa contou com a adesão de inúmeros artistas, como Emicida, Paula Lavigne, Luisa Arraes, Cissa Guimarães, Gregório Duvivier, entre outros.

De acordo com os funcionários da Cinemateca, o incêndio era uma tragédia anunciada devido ao descaso com a instituição.

Na sexta-feira (30), Frias se manifestou, via Twitter, e piorou sua situação. De forma ridícula, ele responsabilizou o PT pelo incêndio, dizendo que “recebemos a Cinemateca, uma das heranças malditas do governo apocalíptico do petismo”.

O órgão está sem gestor desde 31 de dezembro de 2019. Na oportunidade, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que não renovaria o contrato com a organização social Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, responsável pela administração.

Estrangulamento financeiro

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Nas mãos do governo Bolsonaro, um dos maiores patrimônios da cultura brasileira foi largado. Em julho de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou ação contra a União, alegando que a Cinemateca estava sob “estrangulamento financeiro e abandono administrativo”.

Com informações do Metrópoles

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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