Com 13,5 milhões de seguidores, ator Paulo Gustavo cede Instagram a Djamila Ribeiro

Durante o mês de junho, a filósofa vai promover discussões sobre racismo na conta do ator que protagonizou a trilogia "Minha Mãe É Uma Peça"

O ator e humorista Paulo Gustavo decidiu ceder seu instagram durante o mês de junho para a filósofa Djamila Ribeiro para levantar questões relativas ao antirracismo. O comediante tem 13,5 milhões de seguidores, gerando um alcance nas redes bem maior do que a conta pessoal da pesquisadora.

“Diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu instagram será totalmente dedicado a abordar as questão raciais no Brasil! Portanto, resolvi ceder minha conta do instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes pra todos nós!”, declarou o ator.

“Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender! Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política! Ja li livros e artigos dela e acho ela uma genia!”, completou.

Paulo Gustavo disse que durante o mês vai acompanhar as reflexões publicadas pela filósofa e vai voltar ao comando da conta em julho.

O mês de junho começou com fortes questionamentos sobre a pauta racial, muito influenciados pela explosão dos protestos nos Estados Unidos em razão da morte de George Floyd e protestos antifascistas contra Jair Bolsonaro. Apesar da pandemia, as operações policiais no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, tem continuado e feito mais jovens negros vítimas da violência policial. A pauta antirracista logo se unificou com a antifascista.

https://www.instagram.com/p/CA8-ZagpLpC/
Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR