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19 de julho de 2019, 15h30

Deborah Secco rebate Bolsonaro sobre declaração contra o filme Bruna Surfistinha

"Uma das funções da arte é essa, fazer com que a gente consiga debater questões que podem ser esquecidas ou são escondidas", declarou a atriz que foi protagonista do longa-metragem

Divulgação

Premiada pela interpretação da personagem principal do filme Bruna Surfistinha, a atriz Deborah Secco disse estar espantada com a declaração de Jair Bolsonaro sobre o longa-metragem e defendeu que a arte deve ser “ampla e abrangente” e falar da realidade.

“Fico um pouco chocada porque o filme retrata uma história real não só da Raquel, mas de outras milhares de mulheres que se encontram nessa situação. O que a gente queria com o filme era debater e falar sobre como nós, como a população, lida com essa realidade”, afirmou Secco à coluna F5, da Folha, nesta sexta-feira (19)

Ela ainda destacou que a arte tem também a função de trazer pro debate público temas pouco falado. “Queria muito que nenhuma mulher estivesse nessa situação, que tivesse que se vender para sobreviver, mas essa não é a realidade do nosso país. A gente precisa falar sobre isso, resolver, debater. Uma das funções da arte é essa, fazer com que a gente consiga debater questões que podem ser esquecidas ou são escondidas”, declarou.

Secco levou prêmio de Melhor Atriz no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2012 e também no Prêmio Contigo Cinema, onde foi reconhecida tanto no Júri Popular quanto no Júri Técnico.

A roteirista do filme, Antonia Pellegrino, também criticou a atitude de Bolsonaro: “O que você não deveria admitir é 13 milhões de desempregados, universidades sucateadas e ter laranjas na sua família. Cegueira e ignorância levam à censura”.


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