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03 de dezembro de 2019, 22h21

Empresa quer que filho de Chorão pague R$ 300 mil por cantor ter morrido antes de fazer shows

"Com a morte de Chorão, o capital investido deixou de trazer o lucro esperado", disse o advogado da Promocon, que processa a família do artista que morreu em 2013

Foto: YouTube

Seis anos após a morte do cantor Chorão, a família do cantor segue enfrentando uma batalha judicial com a empresa Promocon, que exige indenização em razão do não cumprimento de um contrato de 12 shows com a banda Charlie Brown Jr.

Nove meses após a morte do pai, Alexandre Ferreira Lima Abrão, filho do cantor, recebeu uma notificação extrajudicial da empresa dizendo que o artista “faleceu sem atender à totalidade das obrigações assumidas” e “notoriamente, tais obrigações não poderão [mais] ser atendidas”. Alexandre ignorou, mas logo depois se iniciaria um processo que tramita até hoje.

Mesmo sem comprovar que investiu financeiramente em um contrato que previa a execução de 12 shows, a empresa disse ter sido lesada pelo não cumprimento do contrato. Pediram R$ 225 mil de indenização (valor do cachê já recebido) e mais R$ 100 mil por quebra do vínculo. “Com a morte de Chorão, o capital investido deixou de trazer o lucro esperado”, disse o advogado da empresa, Rodrigo Ramina.

Em conversa coma a Folha, Reginaldo Ferreira Lima, advogado de Alexandre e sogro de Chorão, considerou que o processo é uma “loucura”. “Naturalmente, o Chorão não tinha como fazer os shows”, disse. Em petição apresentada à Justiça, Lima sustenta que só caberia indenização no caso de ato ilícito, o que não é o caso.


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